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Sobre a ONG Renato Rodrigues

A ONG Renato Rodrigues nasceu de uma dor transformada em propósito. Fundada em 2014, a instituição carrega o nome e o legado de Renato Rodrigues, filho único de Ludmila Brum, que nos deixou aos 28 anos.

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​Renato era um jovem apaixonado por tecnologia e pelo skate. Ele acreditava que o conhecimento digital poderia mudar vidas, especialmente a vida de quem nunca teve acesso a oportunidades nessa área. ​Em seu computador, sua mãe encontrou textos em que ele expressava sonhos de inclusão social e de um mundo mais justo para todos. Foi a partir desse encontro com seus pensamentos, sua sensibilidade e seus ideais que Ludmila decidiu transformar o luto em ação concreta.

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​Assim nasceu a ONG Renato Rodrigues: uma forma de manter vivo o legado de um filho amado e, ao mesmo tempo, realizar por meio de outras vidas aquilo que ele sonhava ver acontecer. Desde então, a organização vem promovendo inclusão digital, acesso ao conhecimento e novas perspectivas para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

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​Hoje, a ONG atende crianças e adolescentes de 9 a 19 anos no Recreio dos Bandeirantes, oferecendo cursos gratuitos de informática e acesso a uma plataforma EAD completa. Porque dar pernas aos sonhos começa por dar acesso ao conhecimento.

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​E à frente desse propósito, segue a mesma mulher que o transformou em realidade.

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Quem é a Ludmila Brum

Minha Historia de Vida!

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Em toda minha existência, meu sonho foi simplesmente conquistar o ápice da realização profissional. Sonhava em conquistar o mundo e me esforçava o máximo para que nada fugisse ao meu controle. Sempre muito realista e materialista, calculava todos os passos e as dificuldades que poderia enfrentar durante o trajeto. Não me preocupava se estava certa ou errada, o que eu queria de fato era proporcionar a minha família tudo o que eu acreditava ser o melhor para eles. Em 1991, tomei a decisão mais importante na minha vida. Resolvi me mudar para Nova York, pois, com isso, poderia dar uma melhor educação ao meu filho, Renato, e ter novas oportunidades de trabalho.

Por 10 anos tive a experiência de uma cultura diferente da nossa. Novos costumes e novos desafios. Durante esse período trabalhei no Banco do Brasil-NY e, apesar de privilegiada com a profissão, sentia a dor da saudade dos familiares que ficaram para trás. Aprendi a dar valor a pequenos detalhes que faziam a diferença e observava o tempo passar, meu filho crescer. Ele tinha apenas 5 anos de idade quando fomos morar em Astoria. Renato estudou nas escolas PS 84 e Saint Joseph School. Cresceu vivenciando toda a engenharia da computação e, após a experiência no exterior, já com 15 anos, um rapaz lindo, de personalidade forte, se mostrou para o mundo. Após quase uma década, então, tínhamos um
objetivo em comum que muitos podem até criticar, mas, como nenhum valor financeiro é mais importante do que nossa felicidade interior, decidimos retornar ao Brasil.

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​​Minha preocupação era única: sua adaptação de volta ao país de onde saiu ainda criança, principalmente por causa da alfabetização em outro idioma. Isso, porém, não foi nenhum problema para ele. Renato se empenhou e aprendeu a língua portuguesa por esforço próprio, sozinho.

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Quando retornei ao Brasil, resolvi criar uma empresa de importação e exportação. Esperava que meu filho se interessasse e desse prosseguimento ao patrimônio que eu havia construído. No entanto, ao contrário do que planejei, ele tinha as próprias vontades e um destino a cumprir. Seu talento era outro e a liberdade de escolha era seu lema, logo decidiu seguir seu caminho na área de informática, que era o que corria em suas veias. Compartilhava toda sua sabedoria com os outros, não guardando para si seus conhecimentos, porque achava que todos deveriam ser capazes de solucionar os problemas que seus computadores apresentassem sem depender das aptidões profissionais dele ou de qualquer outro profissional.

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E assim foi, montou sua empresa e seguiu a profissão que escolheu. Renato foi brilhante em seus maiores desafios, provando o quanto é importante lutar pelo que se acredita. Teve apoio de algumas pessoas que confiaram em seu potencial e lhe possibilitaram mostrar sua capacidade; com isso, ele conquistou seu espaço e sua independência.

 

Agradeço sempre a Deus por ter nos dado tantas oportunidades de experimentar situações diferentes. Só que não contava com forças maiores que a vida havia nos reservado. E foi em 2014 que sofri o maior golpe que uma mãe poderia sofrer. Um acidente estúpido de moto levou o meu maior tesouro. Vivia a dor intensa de uma mãe que perdeu seu filho jovem, lindo, inteligente, empresário do ramo da informática, skatista, às vésperas de completar seus 29 anos, em um acidente estúpido de moto. Aí, todos os sonhos, planos e projetos simplesmente pararam no tempo e nada mais fazia sentido para mim. A tristeza, a angústia e a dor pareciam me consumir e eu nem mesmo conseguia ouvir o que as pessoas tentavam me falar. O fato de eu não poder tocá-lo, ouvir sua voz, fazia com que meus dias se tornassem mais longos e sem esperanças. Em pensamento, pedia perdão a ele por todas às vezes que critiquei seu modo de viver intensamente cada minuto como se fosse o último, sem pensar no futuro. Sua morte me fez entender o que ele queria dizer com a frase, quase sempre pronunciada: “Mãe, eu preciso de muito pouco para ser feliz”. Seu desprendimento de qualquer bem material, os amigos conquistados, sua compaixão para com o próximo, sua preocupação com os menos favorecidos, sua coragem para enfrentar adversidades que o mundo nos apresenta fizeram com que eu sentisse a necessidade de rever meus valores e pensasse no real sentido da vida. Entre lágrimas, agradeci a Deus ter sido eu a escolhida para dar à luz um ser tão especial e incrível como ele e por ter tido a oportunidade desse convívio por quase 29 anos. Elevei meu pensamento e orei, pedindo forças e orientação para que eu pudesse encontrar o caminho que me levasse mais próximo de sua evolução.

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A partir daquele dia, 19 de janeiro de 2014, passei a ter um só objetivo: encontrar uma forma para que meu filho pudesse se orgulhar de mim. E a partir desse ano 2014, decidi mudar minha vida completamente para que ela fizesse algum sentido. Fundei a ONG Renato Rodrigues Dando Pernas aos Sonhos e logo no primeiro ano já tínhamos vários alunos matriculados e meu sentimento era que eu precisava plantar a sementinha do meu filho no coração de cada criança ou adolescente através da inclusão digital e com isso talvez eu conseguisse ficar um pouco mais próxima dele. A missão do Renato era transformar o mundo. Sem ambições, quebrava todas as regras para favorecer os mais necessitados; em seu interior, porém, ele sabia que seu tempo era curto e por isso agia com tanta pressa. Ainda assim, foi fazendo amigos por onde passava. Com os
amigos, já construía seu propósito, seu objetivo, sua Missão. Partiu e deixou registrado no coração de todos sua marca, sua intenção para mudança interior de todos.

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É gratificante saber que, por minha experiência, estou conseguindo dar a volta por cima e auxiliar outras pessoas a se encontrarem, tanto na vida pessoal como profissional. Observo, durante as aulas a transformação de cada jovem com suas vitórias e conquistas subsequentes. A satisfação pessoal deles me traz a paz interior que eu procurava e me dá a certeza do que realmente importa, que é o AQUI e AGORA.
Gratidão pela ESPERANÇA e pelo que estamos experimentando, que se chama VIDA.


Pra quem tem fé a vida nunca tem fim!
 

Ludmila Brum
Bacharel em Pedagogia
Coach de Vida

Nossos Princípios

Nossa Missão

Levar conhecimento de informática e tecnologia a crianças e adolescentes que não possuem acesso à informação, ampliando suas oportunidades e promovendo inclusão digital.

Nossos Valores

Responsabilidade social

Respeito

Dedicação

Comprometimento

Qualidade

Acessibilidade para todos

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Dando Pernas aos Sonhos

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